Os Tripes do Brasil
Identificação, Informações, Novidades

Frankliniella caseariae

Frankliniella caseariae Moulton, 1933: 111.

Referência original: Moulton D (1933) The Thysanoptera of South America II. Revista de Entomologia 3: 96–133.

 

Família

Thripidae, Thripinae

 

Informações sobre nomenclatura

http://thrips.info/wiki/Frankliniella_caseariae

 

Diagnose

Corpo castanho, abdômen mais escuro; pernas amarelas; segmento antenal III mais claro; asas anteriores escurecidas. Cabeça com três pares de cerdas ocelares, par III longo e localizado próximo à margem anterior do triângulo ocelar. Antenas com 8 segmentos, III & IV com cones sensoriais bifurcados; pedicelo do antenômero III dilatado, formando um pequeno disco de bordas afiladas, porém mais curto que a base do segmento antenal II. Pronoto sem esculturação e com dois pares de cerdas posteroangulares muito longas; cerdas anteroangulares e anteromarginais bem desenvolvidas, às vezes com seu comprimento cerca de 0,5 vezes mais longo que o comprimento do pronoto. Espínula mesotorácica longa, espínula metatorácica ausente. Metanoto com linhas transversais de esculturação na região anterior e reticulações fracas na porção posteromedial; sensilas campaniformes presentes; dois pares de cerdas localizadas na margem anterior. Asas anteriores com duas fileiras completas de cerdas, próximas entre si.Tergitos abdominais V–VIII com ctenídias nas laterais, ctenídia no VIII localizado anterolateralmente ao espiráculo; tergito VIII com um pente completo de microtríquias na margem posterior. Esternitos sem cerdas discais e com três pares de cerdas longas na margem posterior. Fêmea macróptera.

 

Macho mais claro que a fêmea, com placas porosas largas nos esternitos abdominais III–VII .

 

Variação intraespecífica

Cerdas do pronoto de comprimento variável.

 

Informações do gênero e espécies similares

Frankliniella é um dos maiores gêneros da ordem Thysanoptera, compreendendo mais de 160 espécies descritas. Cerca de 90% das espécies são neotropicais, e sua taxonomia é normalmente complexa. Quase todas as espécies possuem antenas com 8 segmentos, três pares de cerdas ocelares e asas anteriores com duas fileiras completas de cerdas. Aproximadamente 40 espécies são registradas para o Brasil, sendo que quase metade foi originalmente descrita no país. Frankliniella caseariae pode ser distinguida das outras Frankliniella de coloração castanha pelo pequeno disco no pedicelo do segmento antenal III. Uma chave para as espécies de Frankliniella do Brasil está disponível em Cavalleri & Mound (2012).

 

Distribuição no mundo

Registrada apenas no Brasil.

 

Distribuição no Brasil*

Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo.

*Dados da literatura e dos autores.

 

História de vida

Vive em flores. Adultos foram coletados de Casearia sylvestris (Flacourtiaceae) e Lippia (Verbenaceae).

 

Importância econômica

Sem registros.

 

Referências sugeridas

Cavalleri A & Mound LA (2012) Toward the identification of Frankliniella species in Brazil (Thysanoptera, Thripidae). Zootaxa 3270: 1–30. 

Lima EFB, Miyasato EA (2017) The Frankliniella fauna of Brazil: additions and updated key to species (Thysanoptera: Thripidae). Zootaxa 4323 (3): 391402.


Publicado em: 28/12/2016
Postado por: Adriano

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