Os Tripes do Brasil
Identificação, Informações, Novidades

Glossário de termos utilizados na morfologia

 

- Antenômero: cada subunidade da antena.

- Apódema occipital: linha dorsal posterior aos olhos compostos encontrada em alguns grupos de tripes para inserção de músculos.

- Área sensorial (ou sensilo) da antena: estruturas sensoriais encontradas a partir do antenômero III. As áreas sensoriais presentes nos antenômeros III & IV possuem grande importância taxonômica e podem apresentar formas diversas, como por exemplo: formato linear (Aeolothripidae), uma banda contínua de poros (Heterothripidae) ou um bastão emergente (cone sensorial) simples ou bifurcado (Thripidae). Em Tubulifera os cones sensoriais sempre são simples. Alguns autores se referem aos cones sensoriais como tricomas sensoriais.

- Arólio: estrutura eversível pré-tarsal que auxilia a aderência do inseto ao substrato.

- Cerdas: processos semelhantes a um pelo, com base articulada e inervados por um único nervo.

- Cerdas anteroangulares (AA): cerdas localizadas nos ângulos anteriores do pronoto. Estas cerdas possuem importância taxonômica, e ocorrem em número e tamanho variável.

- Cerdas anteromarginais (AM): cerdas localizadas na margem anterior do pronoto. Estas cerdas possuem importância taxonômica, e ocorrem em número e tamanho variável.

- Cerdas discais: cerdas localizadas na região mediana do esclerito.

- Cerdas marginais: cerdas localizadas na margem do esclerito (veja também cerdas posteromarginais).

- Cerdas do metanoto: cerdas bem desenvolvidas e geralmente em número de um ou dois pares.

- Cerdas retentoras das asas: cerdas especializadas presentes nos tergitos abdominais, com função de manter as asas fechadas sobre o corpo do tripes. Podem ocorrer um, dois ou vários pares, ou estarem ausentes.

- Cerdas ocelares: refere-se aos três pares de cerdas localizadas na região dos ocelos em Terebrantia. O primeiro par localiza-se à frente do ocelo anterior; o segundo par situa-se geralmente lateralmente ao primeiro ocelo; e o terceiro par localiza-se próximo ou dentro do triângulo ocelar. Em vários grupos o primeiro par de cerdas ocelares está ausente. A localização do terceiro par é variável e pode receber uma nomenclatura própria de acordo com a sua posição em relação ao triangulo ocelar (como em Frankliniella).

- Cerdas pós-oculares (PO): cerdas presentes na face dorsal da cabeça, geralmente dispostas em uma linha próxima à margem posterior dos olhos.

- Cerdas posteroangulares (PA): cerdas localizadas nos ângulos posteriores do pronoto, ocorrendo em número e tamanho variáveis.

- Cerdas posteromarginais: cerdas localizadas na margem posterior do esclerito. As cerdas posteromarginais do pronoto possuem importância taxonômica, e ocorrem em número e tamanho variável.

- Cerdas do segmento abdominal IX: refere-se aos três pares de cerdas localizados dorsalmente no segmento abdominal IX. O par central (mais próximo ao eixo central) é denominado S1, o par adjacente é chamado S2 e o par mais lateral é denominado S3.

- Cílios: estruturas filiformes encontradas nas margens das asas.

- Clavo (ou clavus): Parte da asa anterior localizada na margem posterior, junto à base. Geralmente apresenta cerdas e um processo em seu ápice que liga as asas anteriores e posteriores. Também chamada de escama por alguns autores.

- Cone bucal: Localiza-se na face ventral da cabeça e abriga as peças bucais. Pode ter formato e comprimento muito variável.

- Craspedum (plural=craspeda): borda em formato de aba formada após a margem posterior dos escleritos abdominais (esternitos e tergitos). Está presente em alguns grupos e possui formato variável, podendo ser curta ou longa, simples, interrompida, lobada, ou apresentar franjas de microtríquias.

- Crista antecostal (ou carena anterior): área próxima à margem anterior dos tergitos e esternitos abdominais onde ocorre engrossamento e escurecimento do tegumento. Pode apresentar esculturação diferenciada.

- Ctenídia: pequeno pente de microtríquias formando uma linha diagonal na região lateral dos tergitos abdominais.

- Endofurca: endoesqueleto presente no mesotórax e metatórax para inserção de músculos. Geralmente com o formato de um par de braços curvos.

- Escleritos: placa cuticulares que revestem o corpo do inseto, provendo sustentação e proteção. Dependendo da região do corpo onde se encontram podem ser denominados tergitos (dorsal), pleuritos (lateral) ou esternitos (ventral).

- Esculturação: sulcos e marcas que formam desenhos sobre a superfície dos escleritos. Podem estar fracamente ou fortemente marcados, formando desde estriações finas até reticulações complexas.

- Espínula: processo mediano da endofurca.

- Espiráculo: abertura no tegumento que permite a entrada e saída de ar para o sistema traqueal dos insetos. O espiráculo localizado nas laterais do oitavo segmento abdominal possui importância taxonômica para o reconhecimento de alguns grupos de Thripidae.

- Esternitos: placas cuticulares que se encontram sobre a superfície ventral do corpo do inseto.

- Fêmur: Segmento longo mais proximal da perna, ligado ao trocânter e à tíbia.

- Ferna: Par de escleritos localizados na região posterior do proesterno. Também chamada de probasisterno por alguns autores.

- Fileira de cerdas das asas: linha de cerdas presentes sobre a primeira (primeira fileira) e a segunda (segunda fileira) venação das asas anteriores de Terebrantia. Podem ser interrompidas, completas ou ausentes em alguns grupos.

- Mandíbula: Estrutura localizada na região bucal e responsável por perfurar o substrato. Em Thysanoptera apenas a mandíbula esquerda é desenvolvida.

- Mesoesterno: esclerito ventral do mesotórax.

- Mesonoto: esclerito dorsal do mesotórax.

- Mesotórax: segundo segmento do tórax.

- Metaesterno: esclerito ventral do metatórax.

- Metanoto: esclerito dorsal do metatórax.

- Metatórax: terceiro segmento do tórax.

- Microtríquias: estruturas filiformes extremamente finas, semelhantes a cerdas mas sem base articulada e nervo associado.

- Ocelo: estrutura localizada na face dorsal da cabeça, anteriormente, com formato de disco hialino responsável pela captação de luz. Em Thysanoptera geralmente ocorrem três, formando um triângulo.

- Olhos compostos: olhos formados por um número variado de omatídios, localizados na região anterior da cabeça.

- Ovipositor: estrutura de fêmeas de Terebrantia formada por quatro valvas serrilhadas unidas entre si, formando um tubo por onde os ovos passam para serem depositados no substrato. Localiza-se ventralmente, nos segmentos VIII e IX do abdômen. Chamado de terebra por muitos autores e pode estar atrofiada ou pouco desenvolvida em alguns grupos de Terebrantia.

- Pedicelo: base estreita dos antenômeros. O pedicelo do antenômero III é articulado e em alguns Thripidae é particularmente importante para a identificação das espécies. Apresenta tamanho variável e pode ser simples ou dilatado, com modificações que lembram o formato de disco ou taça.

- Pente de cerdas posteromarginal: conjunto de cerdas enfileiradas na margem posterior do tergito VIII presente em alguns Terebrantia. Pode estar completo, interrompido, irregular ou limitado apenas às margens laterais.

- Placas porosas: estruturas associadas às glândulas, que podem estar presentes em um ou mais esternitos abdominais. Apresentam tamanho e formato variável (circular, oval, arqueada, entre outros) e podem ser encontradas nos esternitos de machos e também de algumas fêmeas de tripes. Em algumas espécies de Merothripidae as placas porosas se localizam na face dorsal da cabeça. Alguns autores denominam estas estruturas como glândulas ou áreas glandulares.

- Pleuritos: placas cuticulares localizadas na superfície lateral do corpo do inseto.

- Pleurotergitos: placas cuticulares localizadas na região dorsolateral do abdômen. São os pleuritos mais dorsais, em contato com os tergitos abdominais.

- Proesterno: esclerito ventral do prótorax.

- Pronoto: esclerito dorsal do protórax.

- Protórax: Primeiro segmento do tórax.

- Sensilas campaniformes: áreas sensoriais de formato circular, semelhante a áreas timpânicas, encontradas em alguns esternitos, como no metanoto ou nos tergitos abdominais.

 - Tarso: segmento mais distal da perna, ligado à tíbia.

- Tentório: endoesqueleto presente na cabeça, para inserção de músculos.

- Tergitos: placas cuticulares que se encontram sobre a superfície dorsal do corpo do inseto.

- Tíbia: segmento longo distal da perna, entre o fêmur e o tarso.

- Tórax: segundo tagma do corpo, composto por três segmentos, cada um com um par de pernas. Dois destes segmentos possuem um par de asas, sendo também chamados de pterotórax.

- Triângulo ocelar: linha imaginária delineada pelos três ocelos, formando um triângulo ou pirâmide.

- Tricobótria: depressão circular com uma cerda mediana encontrada em alguns grupos, normalmente localizada na região dorsolateral do segmento abdominal X.

- Venações: nervuras presentes nas asas anteriores. Em Terebrantia são três nervuras longitudinais: costal (anterior), primeira venação (mediana) e segunda venação (posterior), além de nervuras transversais em algumas espécies.

- Vértex (ou vértice): Região dorsal da cabeça entre os olhos e anterior aos ocelos. Pode apresentar diversos pares de cerdas.



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