Os Tripes do Brasil
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Thrips florum

Thrips florum Schmutz, 1913: 1003.

Referência original: Schmutz K (1913) Zur Kenntnis der Thysanopterenfauna von Ceylon. Sitzungsberichte der Kaiserlichen Akademie der Wissenschaften 122 (7): 991–1089.

 

Família 

Thripidae, Thripinae

 

Informações sobre nomenclatura

http://thrips.info/wiki/Thrips_florum

 

Diagnose

Corpo castanho, pernas amareladas, segmento antenal III amarelo; asas anteriores castanhas com a base mais clara. Cabeça mais larga que longa, com dois pares de cerdas ocelares; par III robusto e situado ligeiramente fora das margens anteriores do triângulo ocelar. Antenas com 7 segmentos (às vezes 8), III & IV ligeiramente constritos no ápice e com cones sensoriais bifurcados curtos; segmento VII curto. Pronoto com dois pares de cerdas posteroangulares longas, três pares de cerdas posteromarginais. Espínula mesotorácica longa; espínula metatorácica ausente. Mesonoto sem linhas de esculturação ao redor da sensila campaniforme próxima à margem anterior. Metanoto com linhas longitudinais de esculturação medialmente, mas transversais anteriormente; sensilas campaniformes presentes; dois pares de cerdas longas e robustas, par mediano situado na margem anterior. Tarsos com dois segmentos. Asas anteriores com a primeira fileira de cerdas amplamente interrompida e segunda fileira com cerca de 14 cerdas próximas entre si. Tergito abdominal II com quatro cerdas marginais laterais; V–VIII com ctenídia nas laterais, ctenídia no VIII posteromedialmente aos espiráculos; margem posterior do tergito VIII com um pente completo mas microtríquias são pequenas e irregulares; pleurotergitos sem cerdas discais. Esternito II com dois pares de cerdas marginais, III–VII com três pares, par mediano no VII situado à frente da margem; esternito II com 1 a 4 cerdas discais, III–VII com número de cerdas discais variando de 6 a 14 em uma fileira regular transversal. Ambos os sexos macrópteros.  

 

Machos similares às fêmeas em estrutura mas mais claros; tergito abdominal VIII sem pente marginal; placas porosas transversais nos esternitos abdominais III–VII; tergito IX com cerdas medianas S1 mais longas que S2 e situadas mais próximas às S2 que entre si.

 

Variação intraespecífica

Microtríquias no pente posteromarginal do tergite VIII às vezes organizadas em grupos.

 

Informações do gênero e espécies similares

Thrips é o maior gênero dentre os Terebrantia, composto por mais de 280 espécies descritas. Este grupo é primariamente da região Holártica e dos trópicos do Velho Mundo, com todos os membros não possuindo o par I de cerdas ocelares, e com o ctenídia no tergito abdominal VIII posteromedialmente aos espiráculos. Thrips florum é uma espécie castanha que geralmente possui a cerda venal subapical no clavus da asa anterior mais longa que a cerda apical, e o mesonoto não possui linhas de esculturação ao redor do par anterior de sensilas campaniformes.

 

Distribuição no mundo

Amplamente distribuída ao longo da Ásia, da Índia ao Pacífico, Fiji e leste da Austrália. Também registrada na América Central, Brasil, Nigéria e Estados Unidos.

 

Distribuição no Brasil*

Rio de Janeiro e São Paulo.

*Dados da literatura e dos autores.

 

História de vida

Espécie coletada em uma variedade de flores em todo o mundo; registrada no Brasil em flores de Gardenia jasminoides (Rubiaceae) (Lima et al. 2018) e Guapira infundibuliformis (Nyctaginaceae).

 

Importância econômica

Sem registro.

 

Referências sugeridas

Lima EFB, Miyasato LA & Fontes LS (2018) Species Identification in the Thrips Genus-Group in Brazil. Neotropical Entomology, published online [DOI: 10.1007/s13744-018-0597-4]

Mound LA & Masumoto M (2005) The genus Thrips (Thysanoptera, Thripidae) in Australia, New Caledonia And New Zealand. Zootaxa 1020: 1–64.

Nakahara S (1994) The genus Thrips Linnaeus (Thysanoptera: Thripidae) of the New World. Technical Bulletin. United States Department of Agriculture 1822: 1–183. 

 

 


Publicado em: 17/06/2017
Postado por: Mariana Lindner

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