Os Tripes do Brasil
Identificação, Informações, Novidades

Thrips palmi

Thrips palmi Karny, 1925: 10.

Referência original: Karny H (1925) Die an Tabak auf Java und Sumatra angetroffenen Blasenfüsser. Bulletin van het deli Proefstation te Medan 23: 1–55.

 

Família

Thripidae, Thripinae

 

Informações sobre nomenclatura

http://thrips.info/wiki/Thrips_palmi

 

Diagnose

Corpo amarelo, incluindo as pernas; segmentos antenais I–III claros, IV–V castanhos distalmente, VI–VII castanhos; asas anteriores claras. Cabeça com dois pares de cerdas ocelares; par III curto e situado ligeiramente fora do triângulo ocelar. Antenas com 7 segmentos, III & IV com cones sensoriais bifurcados. Pronoto retangular e com dois pares de cerdas posteroangulares longas; cerdas anteroangulares e anteromarginais diminutas. Espínula mesotorácica longa; espínula metatorácica ausente. Metanoto com linhas longitudinais convergindo para a margem posterior, com linhas curvas transversais anteriormente; sensilas campaniformes presentes; dois pares de cerdas longas e robustas, par mediano situado atrás da margem anterior. Tarsos com dois segmentos. Asas anteriores com a primeira fileira de cerdas amplamente interrompida e segunda fileira essencialmente completa. Tergito abdominal II com quatro cerdas marginais laterais, V–VIII com ctenídia nas laterais, ctenídia no VIII posteromedialmente aos espiráculos; margem posterior do tergito VIII com um pente completo; pleurotergitos sem fileiras de microtríquias. Esternitos sem cerdas discais, II com dois pares de cerdas marginais, III–VII com três pares. Ambos os sexos macrópteros.

 

Machos com placas porosas transversais nos esternitos abdominais III–VII.

 

Variação intraespecífica

Sem registro.

 

Informações do gênero e espécies similares

Thrips é o maior gênero dentre os Terebrantia, composto por mais de 280 espécies descritas. Este grupo é primariamente da região Holártica e dos trópicos do Velho Mundo, com todos os membros não possuindo o par I de cerdas ocelares, e com o ctenídia no tergito abdominal VIII posteromedialmente aos espiráculos. Thrips palmi pode ser distinguida das outras espécies de Thrips encontradas no Brasil pela coloração uniformemente amarela do corpo e presença de quatro cerdas laterais marginais no tergito abdominal II. Uma chave para quatro espécies de Thrips registradas no Brasil é provida por Monteiro et al. (2001).

 

Distribuição no mundo

Originária da Ásia, atualmente é amplamente distribuída pelas regiões tropicais.

 

Distribuição no Brasil*

Amapá, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.

*Dados da literatura e dos autores.

 

História de vida

Vive principalmente em flores, particularmente em Cucurbitaceae e Solanaceae.

 

Importância econômica

Conhecida como o “tripes do melão”, esta espécie é uma importante peste em batatas, pepinos e plantas ornamentais, causando danos tanto diretamente pela alimentação como pela transmissão de tospovírus.

 

Referências sugeridas

Monteiro RC; Mound LA & Zucchi RA (2001) Espécies de Thrips (Thysanoptera: Thripidae) no Brasil. Neotropical Entomology 30(1): 61–63.

Mound LA & Masumoto M (2005) The genus Thrips (Thysanoptera, Thripidae) in Australia, New Caledonia And New Zealand. Zootaxa 1020: 1–64.

Nakahara S (1994) The genus Thrips Linnaeus (Thysanoptera: Thripidae) of the New World. Technical Bulletin. United States Department of Agriculture 1822: 1–183.  


Publicado em: 17/06/2017
Postado por: Adriano

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