Os Tripes do Brasil
Identificação, Informações, Novidades

Merothripidae do Brasil

 

Cerca de 16 espécies distribuídas em três gêneros são reconhecidas para este grupo. Damerothrips e Erotidothrips possuem apenas uma espécie cada, enquanto que 14 espécies são reconhecidas para o gênero Merothrips. Erotidothrips mirabilis Priesner e muitas espécies de Merothrips são cosmopolitas, mas incomuns nos trópicos. Entretanto, a maioria das espécies de Merothrips são conhecidas apenas da Região Neotropical e 8 são registradas para o Brasil. Damerothrips gemmatus é conhecida apenas de poucos espécimes coletados no Mato Grosso e no Paraná. Todos as espécies de Merothripidae são presumidamente fungívoras em galhos mortos e folhiço, mas não há informações sobre a biologia ou comportamento desses tripes publicadas na literatura. Com base no material depositado em coleções e em levantamentos da fauna de tripes no país, a riqueza e abundância de Merothripidae é relativamente baixa no sul do Brasil quando comparado às áreas de clima mais quente e úmido da região norte.

 

A espécies Neotropicais de Merothripidae são geralmente diminutas e ápteras, apresentando cabeça pequena, ponte tentorial não desenvolvida, e uma grande área glandular que ocupa praticamente toda a face dorsal da cabeça dos machos. A antena possui 9 segmentos e tem aspecto monoliforme, com os últimos segmentos completamente distintos entre si. A área sensorial do segmento III e IV localiza-se transversalmente no ápice dos antenômeros e possui formato lenticular ou levemente inflado. O esternito VII das fêmeas possui um par de lóbulos, cada um com um par de cerdas na margem posterior (às vezes difícil de visualizar). Em algumas espécies o tergito abdominal X apresenta um par de tricobótrias bem desenvolvidas, que podem ser úteis na identificação. Mound & O’Neill (1974) sugerem que esta família representa o grupo mais basal dos Thysanoptera atuais, baseado principalmente na estrutura do esternito abdominal VII das fêmeas em comparação com aquela encontrada em tripes das outras famílias

 

Clique aqui para conhecer as espécies registradas para o Brasil.

 

Referências sugeridas:

Bhatti JS (2006) The classification of Terebrantia (Insecta) into families. Oriental Insects 40: 339–375.

Mound LA, Heming BS & Palmer JM. (1980) Phylogenetic relationships between the families of recent Thysanoptera. Zoological Journal of the Linnean Society of London 69: 111–141.

Mound LA & Marullo R (1996) The Thrips of Central and South America: An Introduction. Memoirs on Entomology, International 6: 1–488.

Mound LA & O'Neill K (1974) Taxonomy of the Merothripidae, with ecological and phylogenetic considerations (Thysanoptera). Journal of Natural History 8: 481–509.

 


Publicado em: 27/01/2018
Postado por: Adriano

Galeria de fotos :

Atendimento


Brasil, Rio Grande do Sul, Rio Grande

Campus Carreiros: Av. Itália km 8

Bairro Carreiros



(51) 9812-37076


cavalleri_adriano@yahoo.com.br

Curta nossa Fan Page

Thysanoptera © Todos Direitos Reservados 2022

Facebook Instagram Linkedin

Hostche - Criação de Sites